Dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal como integrantes ou colaboradores de uma organização criminosa montada para fraudar concursos públicos em diferentes estados.![]()
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Entre os denunciados estão os gestores do esquema, os intermediários, quem fotografava as questões, quem respondia, e os beneficiários. Um deles, inclusive, tem vínculo direto com o núcleo criminoso.
O esquema funcionava de forma coordenada, com as tarefas divididas em três estados: Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
O grupo infiltrava pessoas para fotografar as provas, enviava as imagens para especialistas e depois vendia os gabaritos por até R$ 280 mil por candidato.
As investigações apontaram fraudes no Concurso Público Nacional Unificado de 2024; das Polícias Civis de Pernambuco e Alagoas; de Tribunais; da Universidade Federal da Paraíba; Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.
No concurso da Polícia Federal, em 2025, por exemplo, foi identificada fraude na prova para delegado.
Os candidatos investigados foram excluídos dos processos seletivos, e afastados dos cargos públicos já ocupados.
O MPF também vai pedir a revogação dos benefícios de colaboração de dois denunciados, que omitiram informações e continuaram a praticar atividades ilícitas.



